Natal mais econômico e criativo
Mesmo com um aumento no percentual de pessoas que querem presentear nesse Natal, brasileiro deve usar a criatividade para não se endividar. Foto: Ricardo Dias | Colaboração: Bianchi Joalheiros | www.bianchijoalheiros.com.br

Natal mais econômico e criativo

93% dos brasileiros pretendem presentear neste Natal, mas gasto médio por presente deve cair 22%

É chegada a época do ano em que a confraternização está espalhada por todos os cantos. Nas empresas, grupos de amigos, familiares, por onde quer que se vá é o momento de presentear e celebrar mais um ano que passou. Por isso, aproximadamente 137 milhões de brasileiros devem presentear alguém neste Natal, segundo uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O percentual de pessoas que pretendem dar presentes para alguém nesse ano passou de 87% para 93% em comparação com o ano passado. Apenas, 1,1% dos consumidores ouvidos não têm a intenção de comprar presentes e 5,6% ainda estão indecisos. Apesar do número elevado, o gasto médio por presente deve sofrer uma queda em razão do agravamento da crise econômica, com pressão inflacionária e escalada dos índices de desemprego. Para os consumidores que já projetam os gastos, a redução real será de 22%. Portanto, neste ano, o brasileiro vai desembolsar, em média, R$107 por presente, quantia inferior aos R$ 125,22 verificados no mesmo período de 2014.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, mesmo diante de um cenário adverso para o comércio varejista, os dados demonstram que o Natal exerce uma forte influência no estímulo ao consumo e carrega um significado cultural importante para as relações sociais e emocionais dos brasileiros, visto que a maioria absoluta dos consumidores deve presentar pelo menos uma pessoa no período. “Por outro lado, os números também indicam que os entrevistados estão receosos com as despesas de Natal, em virtude da queda da confiança do consumidor, consequência direta do aumento do desemprego, da alta da inflação e da atividade econômica mais fraca. O consumidor quer presentear e não vai deixar de fazê-lo, mas sabe que o momento é de cautela e que por isso, os gastos devem ser mais bem pensados”, afirma a economista.

O estudo do SPC Brasil constata ainda que cada consumidor deverá comprar entre quatro e cinco presentes, em média, neste fim de ano – praticamente a mesma quantidade observada no Natal de 2014.

Inflação e crise econômica: os vilões do Natal

Sete em cada dez consumidores relataram ao SPC Brasil a percepção de que os presentes de Natal estão mais caros neste ano na comparação com 2014. Dentre os consumidores que planejam gastar menos, a inflação também é a principal culpada. Mais de um quarto (25,9%) dos brasileiros que pretendem gastar menos no Natal citam o aumento dos preços como impeditivo para desembolsarem mais com os presentes – no ano passado apenas 1,8% citaram essa alternativa. Outras opções mencionadas pelos entrevistados são o endividamento (14,7%), o desemprego (12,8%), a necessidade de economizar (12,2%) e a situação financeira ruim (10,2%).

Maior parte dos consumidores pretende pagar em dinheiro

Com juros elevados e crédito mais restrito, o dinheiro será a forma de pagamento mais utilizada neste Natal (42,3%) – principalmente entre os entrevistados da classe C, D e E (47,1%), seguido pelo cartão de crédito parcelado (27,7%), cartão de crédito à vista (13,6%) e cartão de débito (12,1%).

Para quem vai parcelar, a média é de cinco prestações. Isso significa que quem comprar os presentes neste mês novembro ou dezembro, estará com a renda comprometida com prestações a pagar pelo menos até os meses de abril e maio de 2016, respectivamente.