A fatia do Governo na ceia de Natal

A fatia do Governo na ceia de Natal

Além do aumento dos preços dos produtos por conta da inflação, impostos podem corresponder até 60% do valor dos produtos

Que a ceia de Natal deste ano vai ficar mais cara os consumidores já imaginavam. Talvez o que não se tenha parado para pensar é quanto o Governo arrecada em cada produto que compõem a ceia de Natal. Os impostos comem uma fatia gorda dos itens do jantar mais especial do ano.

Para ter ideia quase um terço, ou seja, 29% do valor do chester, peru e pernil ficam nos cofres das esferas municipais, estaduais e federal. Ao comprar um panetone a mordida é ainda maior, 35%. Já as nozes tradicionais do período têm 36% do seu valor em impostos. E se você pretende incrementar a ceia com bacalhau, sidra e espumante, saiba que esses produtos têm embutidos 44%, 48% e 60% de impostos e tributos respectivamente.

“A nossa carga tributária além de ser alta é muito complexa. Dependendo do setor e do tipo de produto, ela se torna exponencial e eleva de forma assustadora os preços dos produtos. O consumidor não tem essa consciência de que paga um percentual de impostos altamente elevado no Brasil”, explica Dorgival Lima Pereira, coordenador do movimento “A Sombra do Imposto”, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, pelo 5° ano consecutivo, o Brasil segue na última posição do estudo que avalia o retorno oferecido em termos de serviços públicos de qualidade à população em relação ao que o contribuinte paga em impostos. A Austrália ficou em 1º lugar no chamado Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES), seguida da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. O Brasil ficou na 30ª posição do ranking, atrás de países como Uruguai (11º) e Argentina (19º) e Grécia (16º).

“Nossos esforços têm sido para conscientizar a população. É preciso se indignar, não podemos perder essa capacidade. Por outro lado não faz parte do movimento ser contra o pagamento do imposto. Somos contra o imposto abusivo, que prejudica a competitividade empresarial, reduz o nível de desenvolvimento do país e é utilizado para alimentar uma máquina governamental ineficiente”, alerta Dorgival.

É possível consultar o percentual de todos os produtos no site www.fiepr.org.br/sombradoimposto

Pesquise

Dos impostos não há como fugir, mas para economizar deve-se ficar atento aos preços de um mesmo produto que podem variar até 68% de um lugar para o outro, segundo o Procon que pesquisou 10 supermercados da capital paranaense. A maior variação foi encontrada em uma marca de sidra de maçã, cuja garrafa de 660 ml pode custar de R$ 7,49 a R$ 12,59. Outro exemplo é um panetone de chocolate que tem preço entre R$ 13,99 e R$ 21,99, entre um supermercado e outro, diferença de 57,3%.

Para não ter prejuízo na hora das compras da ceia de Natal, consulte o Disque-Economia. O serviço informa o estabelecimento que tem o menor preço para o produto que deseja comprar(41) 3262-6564 | www.disqueeconomia.curitiba.pr.gov.br

A pesquisa do Procon-PR pode ser consulta no site www.procon.pr.gov.br