Recepção de colaboradores com deficiência ainda é desafio para indústrias e empresas
Apesar de estar em vigor há 25 anos, a chamada “Lei das Cotas” ainda encontra desafios para poder ser implementada. Foto: Divulgação

Recepção de colaboradores com deficiência ainda é desafio para indústrias e empresas

Serviço do Sesi no Paraná, consultoria para PcD auxilia nas adequações espaciais e ajuda gestores na seleção de cargos

Apesar de estar em vigor há 25 anos, a Lei nº 8.213/91, a chamada “Lei das Cotas”, que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com mais de 100 empregados terem um porcentual de trabalhadores com algum tipo de deficiência em seus quadros, ainda encontra desafios para poder ser implementada em sua totalidade. Itens básicos de acessibilidade, como rampa de acesso, sinalização tátil e banheiro adaptado costumam ser problemas comuns em indústrias e empresas que precisam não só cumprir a lei, mas acolher o trabalhador de maneira adequada.

Em funcionamento desde o ano passado, a Consultoria para PcD (pessoa com deficiência), do Sesi no Paraná, vem ajudando empresas do estado – e de todo o país – a fazerem as adequações necessárias com base na norma técnica que rege o tema (NBR 9055). O serviço, que surgiu de um projeto do Edital Senai/Sesi de Inovação em 2011, já atendeu empresas como Klabin, Unimed e a BRF Alimentos. No caso da BRF, foram 12 unidades mapeadas pelo Sesi, inclusive em Santa Catarina e São Paulo, já que o serviço é exclusivo do Paraná. A intenção é levar o modelo paranaense para as outras unidades do país.

O mapeamento de acessibilidade na empresa é completo: começa desde a adequação dos postos de trabalho, passando pela indicação de funcionário para determinada função e treinamentos com toda a equipe para recepção do colega com deficiência. “Essa avaliação é multidisciplinar e envolve vários profissionais, como engenheiro de segurança, médico do trabalho, fisioterapeuta ergonomista e psicólogo”, explica o engenheiro de segurança do Sesi no Paraná e gestor do projeto, Felyppe Blum.

O primeiro passo do atendimento é justamente orientar as adequações de espaço que são essenciais, como rampa para cadeirantes, sinalização tátil para deficientes visuais, banheiros adaptados, entre outros ajustes, conforme a norma técnica. Para realizar esse trabalho, o Sesi desenvolveu um aplicativo de celular que realiza o mapeamento do espaço e sincroniza com uma plataforma web.

Segundo Felyppe, a principal vantagem do recurso é a agilidade. “Foi feita uma comparação com a maneira convencional de se fazer a avaliação, com anotações, e o aplicativo reduz em 50% o tempo de entrega do diagnóstico”, salienta.

Convivência

A Consultoria para PcD também orienta as indústrias e empresas a oferecer cargos adequados para colaboradores com deficiência. Outro trabalho é a conscientização de toda a empresa. “Uma psicóloga faz uma avaliação da consciência que os colaboradores têm em relação às pessoas com deficiência, se será necessário quebrar algum tabu e se há receio em como tratar esses colegas, além de auxiliar na recepção desse colaborador”, fala o gestor do projeto.

De acordo com a Lei nº 8.213/91, a empresa com 100 ou mais funcionários é obrigada a preencher de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados pelo INSS, ou pessoa portadora de deficiência, conforme a proporção estabelecida nos cargos existentes.

Serviço:

Interessados em contratar a Consultoria para PcD no Paraná podem entrar em contato pelo e-mail e telefone: felyppe.goncalves@sesipr.org.br e (41) 3271-9663. Para outros estados do Brasil, é só contatar a unidade Sesi mais próxima.