Estado repassa R$ 128 milhões a Curitiba para a área social
Programa Família Paranaense já repassou R$ 20 milhões para atendimento às famílias da Capital. Foto: Aliocha Maurício/SEDS

Estado repassa R$ 128 milhões a Curitiba para a área social

Montante foi usado para atenção e garantia de direitos de crianças e adolescentes, da mulher, da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, além de famílias em situação de vulnerabilidade social. Apenas em 2018, a Secretaria de Estado da Família investirá R$ 4 milhões na Capital

A Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social completará neste ano investimentos de R$ 128 milhões em Curitiba. O montante refere-se a repasses desde 2011. Os recursos, além de fortalecerem o atendimento às famílias do município, auxiliam entidades sociais a manterem programas e serviços, principalmente a quem está em situação de vulnerabilidade social.

Com 1,9 milhão de habitantes, a cidade com maior população do Estado é referência em serviços para todo o Paraná. “É uma satisfação comemorar os 325 anos da nossa Capital com bons investimentos que estão melhorando a qualidade de vida das pessoas que mais precisam”, disse a secretária da Família, Fernanda Richa.

Apenas em 2018, a Secretaria da Família investirá R$ 4 milhões em Curitiba, além de recursos previstos em editais para organizações da sociedade civil. Dos R$ 4 milhões, R$ 1,6 milhão será para construção de oito sedes e compra de veículos e equipamentos para Conselhos Tutelares, além de kits para instalação de 10 parques acessíveis para crianças e adolescentes com deficiência. Mais R$ 1 milhão será empregado em programas de aprendizagem para adolescentes.

Mulher

Curitiba também recebeu R$ 324,9 mil em cofinanciamento para implantação do dispositivo de segurança preventiva, o botão do pânico, para mulheres sob medida protetiva.

Perto de R$ 500 mil fazem parte de deliberações, para as quais a prefeitura deve solicitar adesão. A outra parte do recurso dará continuidade a projetos e programas já definidos, destinados ao atendimento e garantia de direitos de crianças e adolescentes, pessoas idosas, mulheres e pessoas com deficiência.

As organizações da sociedade civil da Capital poderão acessar dois editais. Para obras e ampliações de entidades estão previstos R$ 18 milhões e para atendimento de pessoas idosas mais R$ 4 milhões. Estes recursos são repartidos conforme estipulado nos editais, formulados pelos respectivos conselhos estaduais.

Programa

Em fevereiro do ano passado, a Prefeitura de Curitiba se tornou parceira do programa Família Paranaense, a principal estratégia do Governo do Estado para redução da pobreza. Com a adesão, perto de duas mil famílias em situação de vulnerabilidade social da Capital já foram incluídas para receber acompanhamento personalizado, com ações integradas nas áreas de saúde, educação, habitação, assistência social, emprego e renda.

O Família Paranaense já repassou R$ 20 milhões para atendimento às famílias da Capital. O valor foi destinado ao pagamento de benefícios como o Renda Família Paranaense e do programa Luz Fraterna, que atendeu cerca de 40 mil domicílios. Outra parte desse valor foi para o programa de atenção às famílias dos adolescentes internados por medida socioeducativa e para incentivo financeiro a ações da política de assistência social.

Outros repasses

Ações de proteção e atendimento à família ofertadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) receberam R$ 246 mil, além de um veículo para atendimentos domiciliares.

Para as atividades de proteção social especial, voltadas às pessoas e famílias com direitos violados, foram repassados R$ 28 milhões que financiaram serviços de atendimento e acolhimento à população de rua; pessoas com deficiência; crianças e adolescentes afastados do convívio familiar e famílias afetadas por calamidades.

Prioridade

A maior parte do dinheiro destinado à Capital, que soma R$ 58,3 milhões, foi destinada à proteção da infância e adolescência. Os recursos, são do Fundo Estadual para a Infância e Adolescência e foram usados em ações preventivas e protetivas, na estruturação de conselhos tutelares, capacitações das equipes técnicas, programas de aprendizagem para adolescentes, projetos especiais, entidades que atendem crianças e adolescentes com deficiência.

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