Transição no Governo do Paraná já começou
Governadora Cida Borghetti recebe o governador eleito Ratinho Junior. Foto: Orlando Kissner/ANPr

Transição no Governo do Paraná já começou

Atual governadora, Cida Borghetti, afirmou que segue determinada a realizar a transição com harmonia, responsabilidade e transparência total

Durante encontro entre a governadora do Paraná, Cida Borghetti, e o governador eleito, Ratinho Jr, realizada no Palácio Iguaçu, a equipe atual informou que deixará o Governo do Estado com um saldo de cerca de R$ 5 bilhões nas contas estaduais, e sem comprometer nenhum recurso do orçamento fiscal de 2019, estimado em R$ 48,7 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).

No encontro, Cida falou da boa relação entre as partes para a condução da transição. “As tratativas são feitas com muita responsabilidade, com muito zelo”, disse. “Caminhamos juntos há muitos anos e temos muita afinidade. O nosso objetivo, e ponto focal, é o Estado, a população”, frisou Cida Borghetti.

Atual gestão não vai comprometer nenhum recurso do orçamento fiscal de 2019, estimado em R$ 48,7 bilhões. Do saldo total que ficará em caixa, cerca de R$ 2 bilhões serão de superávit financeiro, que o próximo governo poderá dar a destinação que considerar mais oportuna.

O governador eleito agradeceu a gentileza da governadora na antecipação do processo de transição. “Queremos iniciar em janeiro da forma mais organizada possível”, disse Ratinho Jr. Cida destacou que a atual administração trabalhou com austeridade para manter o equilíbrio das contas públicas e que nenhum programa ou serviço precisa ser descontinuado. Ela também ressaltou o grande volume de investimentos que estão em execução com recursos do Estado, tanto em obras urbanas quanto em projetos de infraestrutura rodoviária.

Situação financeira

O secretário estadual da Fazenda, José Luiz Bovo, fez uma apresentação da situação financeira para a equipe de transição do futuro governo. Os dados fechados em outubro mostram um saldo de R$ 7,4 bilhões em aplicações financeiras.

Outro dado apresentado foi em relação à despesa com pessoal, que alcançou 45,68% da receita corrente líquida, patamar que fica entre o limite de alerta e o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Para o próximo exercício, a previsão de crescimento da folha foi estimada em 5,23%.

Na exposição, Bovo ressaltou que o Estado aplica percentuais acima da legislação nas áreas de educação e saúde. No primeiro caso, o gasto alcança 32,25% da receita, ante uma exigência legal de 30%. No segundo, a despesa alcançou 12,18% da receita de impostos, contra 12% exigidos por lei.