Gás natural veicular mantém competitividade no Paraná

Além de poluírem menos o meio ambiente, veículos com GNV chegam a rodar quase o dobro em comparação ao etanol. Foto: Valterci Santos/Divulgação - Compagas

Além de poluírem menos o meio ambiente, veículos com GNV chegam a rodar quase o dobro em comparação ao etanol. Foto: Valterci Santos/Divulgação – Compagas

Volume de gás natural veicular comercializado no Estado cresceu 11%. Mesmo com as altas recentes no preço de todos os combustíveis, o GNV conta com uma competitividade de cerca de 40% em relação ao etanol e à gasolina

Economia na hora de abastecer e menos poluição lançada no meio ambiente. Estas são as principais vantagens para quem usa o Gás Natural Veicular (GNV) no Paraná. Mesmo com as altas recentes no preço de todos os combustíveis, o GNV conta com uma competitividade de cerca de 40% em relação ao etanol e à gasolina.

“A procura pelo GNV nos postos continua crescente. No primeiro trimestre do ano, o volume de gás natural veicular comercializado no Estado cresceu 11% e a frota paranaense com GNV alcançou a marca de 37 mil veículos”, destaca o gerente comercial da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Mauro Melara.

Com o objetivo de comprovar as vantagens, em especial a economia do GNV em relação aos combustíveis líquidos, desde o final do ano passado a Compagas conduz um projeto-piloto em conjunto com a Secretaria de Estado da Administração e da Previdência e com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Dois veículos de cada instituição foram convertidos para o uso do GNV e os primeiros resultados já são positivos. De novembro de 2018 a março de 2019, os veículos da Sanepar com GNV chegaram a proporcionar uma redução de 62% no custo do abastecimento.

No período, também foi possível fazer uma avaliação em relação à emissão de CO2 – os veículos com GNV reduziram em 42,32% a emissão de gases de efeito estufa em comparação com os carros que utilizam gasolina. O projeto, que tem duração de 12 meses, busca consolidar o uso de um combustível mais sustentável e econômico também para as frotas públicas.

“O GNV é menos poluente e rende mais que os combustíveis líquidos, o que se reflete na redução de custos, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável. Por isso, esse projeto é fundamental para consolidar o papel estratégico do gás natural como fonte de energia e como indutor do desenvolvimento do Estado”, explica Melara.

Segundo a Compagas, qualquer veículo pode ser convertido para o uso do GNV

O custo é de R$ 4 mil. Para garantir a segurança no uso do combustível, é preciso fazer a conversão em oficinas credenciadas pelo Inmetro – são 17 em todo Paraná. Além disso veículos com GNV chegam a rodar quase o dobro em comparação ao etanol. Em média são 13,2 quilômetros por metro cúbico, enquanto com a gasolina o carro faz 10,7 quilômetros por litro e com o etanol, 7,5 quilômetros por litro.