Uma nova geração: você está preparado?

A primeira geração a nascer 100% conectada, os alphas exigem transformações rápidas e permitem que as demais gerações aprendem com eles.

A primeira geração a nascer 100% conectada, os alphas exigem transformações rápidas e permitem que as demais gerações aprendem com eles.

Geração alpha é a primeira a nascer 100% conectada e exige novas habilidades dos pais e das escolas no processo de aprendizagem

O termo geração, de modo geral, se refere a um conjunto de pessoas nascidas em determinada época. Por viverem num mesmo contexto cultural, social e econômico, tendem a compartilhar muitas características em comum.. Por isso, de tempos em tempos nasce uma nova geração, com um novo comportamento e uma forma de enxergar o mundo.

Quem nasceu entre 1960 a 1980, por exemplo, é pertence a geração X, marcada pelos questionamentos de costumes e viu nascer os primeiros computadores. Depois disso, os nascidos até 1996 foram chamados de millennials, que passaram pelo intenso desenvolvimento da tecnologia a popularização da internet em 1990. De 1997 a 2010, foi a vez da geração Z, muito familiarizada com as tecnologias móveis. Mas a partir de 2010 o mundo ganhou uma nova geração: os Alphas.

A característica mais marcante dessa nova geração é a conectividade. “Essa galerinha é a mais influenciada pela tecnologia até agora. Por isso, atuam em ritmo acelerado, na velocidade exigida para os tempos atuais e, portanto, são mais independente e com um potencial maior de resolver problemas que seus pais e avós”, explica Cátia Coutinho, Coordenadora Pedagógica do Colégio Erasto Gaertner.

A geração alpha – formada pelos filhos dos millennials pertencem a um mundo tecnológico e conectado desde os primeiros meses de vida. “Para eles, o digital e a “vida real” são uma única coisa. Com isso, as formas de se relacionar, aprender e experimentar são totalmente novas”, conta.

Transformações tecnológicas e desenvolvimento da geração alpha

Toda essa tecnologia que cerca os nascidos na geração alpha acaba influenciando diretamente no desenvolvimento deles. Seja para brincar ou escolher o que assistir no computador, tudo é motivo para interagir, inventar e conectar sempre.

“Outra característica é que as crianças têm pais mais velhos, geralmente são filhos únicos e suas unidades familiares menores. A rotina corrida faz com que cada momento juntos seja mais bem aproveitado, e com isso as relações entre pais e filhos acaba se fortalecendo. Na verdade, os alfas dão muito mais valor às experiências do que a objetos e bens materiais”, completa Cátia.

Desafios da educação para geração alpha

Como preparar o filho para esse mundo novo é uma pergunta que sempre ronda a cabeça dos pais. “É um grande desafio para saber como educar uma geração em que a transformação faz parte da vida delas”, acrescenta.

Levando em conta que a geração alpha aprende fazendo, uma boa dica é oferecer aos pequenos ambientes que estimulem esse tipo de aprendizagem. “Outra orientação é incentivá-los ao pensamento crítico e a resolver problemas, para que consigam compreender e transformar uma realidade tão complexa”, sugere.

O que não pode faltar é a compreensão de que essa geração vai conviver com tecnologias cada vez mais avançadas de inteligência artificial. “Numa época de poucas conexões fora das telas, gerar vínculo afetivo é fundamental para o desenvolvimento emocional das crianças. Por isso, separar um tempo em família, seja para brincar ou fazer algo junto, é o desafio para os pais”, finaliza a pedagoga do Colégio Erasto Gaertner.