Sistema de monitoramento por bandeiras baliza novo programa de responsabilidade sanitária em Curitiba
“É mais uma tentativa de alertar de maneira clara a população sobre o panorama da covid-19 na cidade. Não queremos chegar no cenário mais crítico nunca”, afirma o prefeito. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Sistema de monitoramento por bandeiras baliza novo programa de responsabilidade sanitária em Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde lançou o Programa de Responsabilidade Sanitária e Social, que demonstra por meio de cores o nível da pandemia de covid-19 na capital e a situação das restrições em que a cidade se encontra.
O programa conta com um painel com três níveis de cores: amarelo (alerta), laranja (risco médio) e vermelho (risco alto). Esse monitoramento é diário e feito com base em dois critérios: propagação da doença e capacidade de atendimento do serviço de saúde.

Dentro desses critérios são avaliados nove indicadores, que incluem, por exemplo, número de novos casos de covid-19, óbitos, ocupação de leitos de UTI. “É um retrato da situação para que a população veja de forma clara em que nível cidade se encontra, e, para cada um dos três níveis, quais são as medidas de controle que precisam ser adotadas conforme o nível da pandemia”, diz o prefeito Rafael Greca. Cada nível de cor corresponde às medidas que devem ser adotadas pelo Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social, mais restritivas ou menos.

Bandeiras

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, o sistema de bandeiras mostra o retrato da situação da covid-19 na cidade. “Medidas de controle serão tomadas de acordo com cada um dos três níveis. Muda a bandeira, mudam as ações, com medidas mais restritivas ou menos”, explica ela. “É o que vínhamos fazendo, mas dessa forma acreditamos que fica mais fácil para todos entenderem melhor.”
O resultado (a cor da bandeira) é decorrente da média ponderada do peso (nota) de nove indicadores. Márcia reforça que mesmo o nível mais baixo não significa uma situação de normalidade na cidade.
“Estamos enfrentando uma pandemia e, em decorrência disso, precisamos estar permanentemente em alerta e com medidas que reforcem o controle da transmissão do vírus”, explica. “Não podemos descuidar em nenhum momento.”

Critérios

Os indicadores se dividem em dois grupos: nível de propagação da doença e capacidade de atendimento da rede.
No primeiro, avaliam-se:

• Número de casos confirmados nos últimos sete dias em comparação com o mesmo período anterior
• Número de internados por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) no último dia em comparação com o número de sete dias atrás
• Número de pacientes covid-19 confirmados em leitos de enfermaria no último dia em comparação com o número de sete dias atrás
• Número pacientes covid-19 em UTI no último dia em comparação com o número de sete dias atrás.
• Número de confirmados nos últimos sete dias a cada 100 mil habitantes
• Número de óbitos nos últimos sete dias a cada 100 mil habitantes
O segundo grupo (capacidade de atendimento) inclui:
• Número de leitos de UTI disponíveis no último dia
• Número de leitos de UTI disponíveis no último dia para atender covid-19 em relação ao mesmo número de sete dias atrás
• Número de leitos de enfermaria disponíveis no último dia para covid-19 em relação ao mesmo número de sete dias atrás

Dessa forma, o município tem de maneira clara e facilmente identificável pela população como a situação está evoluindo na semana.

Protocolos de medidas essenciais

O Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba também unifica as regras estabelecidas pelo Comitê de Técnica e de Ética Médica da Secretaria Municipal da Saúde, que estão distribuídos em 17 protocolos específicos para serviços. Assim, as regras passam a constar em um único documento, reforçando o cumprimento e a responsabilidade essenciais de prevenção e cuidados durante o período de pandemia para todos – serviços e população. “Essa unificação é para esclarecer que as regras valem para todos os espaços de uso de uso coletivo, e todo cidadão e empresário tem o seu papel no cumprimento dessas medidas”, reforçou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Bandeiras e níveis de alerta

Amarela: nível 1 – sinal de alerta constante e demonstra que a situação está fora da normalidade. Nesse estágio, todos os estabelecimentos que estiverem funcionando devem adotar as medidas de precaução anunciadas e orientadas, cumprir todas as orientações do protocolo de responsabilidade sanitária e social.
Laranja: nível 2 – risco médio de alerta, onde haverá restrições a funcionamento de serviços e do comércio e áreas que propiciam a aglomeração de pessoas.
Vermelha: nível 3 – risco alto e de alerta total, havendo restrição à circulação de pessoas, permitindo apenas o funcionamento dos serviços essenciais.